Coral-Preto: 4.265 Anos de Idade, e Ele Nem É Preto
A quase 1.400 metros, numa parede do Atlântico Norte, uma pena cor de laranja que a equipe da NOAA marcou como coral-preto. Um parente dela, no Havaí, foi datado em 4.265 anos — e desta vez a idade foi medida, camada por camada, não dividida. Este episódio mostra como se data um animal vivo, o que quatro mil anos querem dizer em milímetros, e o limite do que esse número diz sobre o coral da tela.
Capítulos
- 0:00 Uma pena laranja a 1.400 metros
- 0:59 De onde vem este vídeo
- 2:18 O que é um coral-preto (e por que não é preto)
- 4:02 Como se data um animal vivo
- 6:32 4.265 anos
- 7:20 Quatro mil anos em milímetros
- 9:31 Golfo do México e Açores
- 10:24 O coral-preto rápido
- 11:17 A pesca e o invasor
- 13:22 Um recurso não renovável
- 14:14 O esqueleto como arquivo
- 15:06 E o coral desta parede?
- 17:13 A conta final
- 18:09 Próximo episódio
Transcrição
Uma pena laranja a 1.400 metros 0:00
Quase mil e quatrocentos metros abaixo da superfície, numa parede do Atlântico Norte, uma pena cor de laranja presa à rocha. A equipe da NOAA marcou este trecho como coral-preto. Ele não é preto. E um parente dele, no Havaí, foi datado em quatro mil duzentos e sessenta e cinco anos. Desta vez, a idade não saiu de uma divisão.
O episódio anterior terminou com uma pergunta que serve pra qualquer coral: foi datado, ou foi dividido? O coral-chiclete tinha sido, quase todo, dividido. Este episódio é o caso oposto. Como se data um animal vivo, o que quatro mil anos querem dizer em milímetros, e o que tudo isso diz, ou não diz, sobre o coral desta parede.
De onde vem este vídeo 0:59
O vídeo é do mesmo mergulho dos dois episódios anteriores: o cânion Welker, ao largo da Nova Inglaterra. Mergulho catorze da expedição EX1304L2, do navio Okeanos Explorer, da NOAA, em quinze de agosto de dois mil e treze. Mais de cinco horas no fundo, até mil quatrocentos e quarenta e cinco metros.
No resumo do dia, a equipe escreveu que a encosta íngreme, na segunda parte do mergulho, tinha várias colônias grandes de um coral parecido com Bathypathes. Bathypathes é um gênero de coral-preto. Na anotação dos vídeos, o coral-preto aparece em mais de trinta trechos, e o gênero mais anotado é outro, da mesma família: Parantipathes.
A mesma ressalva dos episódios anteriores. A anotação diz o que aparece em cada trecho, não em cada quadro. Quando a equipe pôs coral-preto no nome do arquivo, este episódio diz isso. Nos outros trechos, a narração não aponta pra tela: o que você vê é a parede onde eles vivem.
O que é um coral-preto (e por que não é preto) 2:18
Primeiro, o que é. Coral-preto é o nome de uma ordem inteira, Antipatharia. São colônias de pólipos com seis tentáculos, que não se recolhem, em volta de um esqueleto de proteína e quitina, coberto de espinhos minúsculos. Esse esqueleto não é de calcário, como o dos corais de recife.
O nome vem do esqueleto, que vai do preto ao marrom dourado. O tecido vivo que o cobre pode ser marrom, vermelho, laranja, rosa, verde, amarelo, branco ou cinza. Por isso um coral-preto pode ser cor de laranja. E Antipatharia vem do grego: contra o mal, ou contra a doença. Muita gente guardou coral-preto acreditando que ele afastava as duas coisas.
Uma revisão de dois mil e onze contou mais de duzentas e trinta e cinco espécies. Elas vivem desde dois metros de profundidade, nos trópicos, até o fundo abissal. Mas mais de três quartos das espécies descritas só aparecem abaixo de cinquenta metros. Este vídeo está perto de mil e quatrocentos.
O registro mais fundo da ordem passa de oito mil e seiscentos metros, no Pacífico noroeste. E um dos nomes ligados a ele é Bathypathes patula. É o mesmo gênero que a equipe da NOAA usou pra descrever as colônias grandes desta parede: parecidas com Bathypathes.
Como se data um animal vivo 4:02
Agora, a idade. Um coral-preto não tem certidão, e o vídeo não mostra o esqueleto por dentro. Pra datar um, é preciso trazer o esqueleto pra superfície, cortá-lo e medir o carbono, camada por camada. Foi o que uma equipe fez no Havaí.
Em dois mil e quatro, o submersível Pisces V coletou corais entre quatrocentos e quinhentos metros de profundidade, em leitos de coral ao largo de Oahu, da Ilha Grande e de um monte submarino. Três das amostras eram colônias de coral-preto, do gênero Leiopathes. As três foram coletadas vivas.
O método é o radiocarbono. O esqueleto cresce em camadas, de dentro pra fora, como um tronco. O centro é a parte mais velha, a borda é a mais nova. A equipe cortou um disco do caule, e a base que prendia a colônia à rocha, e mediu o carbono-catorze do centro, do meio e da borda.
Na base de uma das colônias vivas, os três milímetros de fora foram fatiados em lâminas de cem micrômetros, pra medir uma por uma. Cem micrômetros é um décimo de milímetro. Cada lâmina dessas, num coral tão lento, guarda décadas.
Um detalhe torna isso possível. O carbono do esqueleto vem da comida, e a comida vem de cima: partículas orgânicas que afundam da superfície do oceano. Os autores concluíram que esses corais comem, principalmente, esse material recém-chegado. Então cada camada guarda o carbono da superfície na época em que se formou.
E a borda tem uma prova. Duas lascas finíssimas, de uns dez micrômetros, tiradas da camada mais de fora, continham carbono das bombas atômicas, o mesmo marcador do episódio anterior. Isso quer dizer que a borda se formou depois dos anos cinquenta. A colônia estava viva, e crescendo, nas décadas antes da coleta.
4.265 anos 6:32
O resultado. No disco do caule, o centro deu quatro mil e duzentos anos, com margem de setenta. Na base que prendia a colônia à rocha, uns oito centímetros abaixo, o centro deu quatro mil duzentos e sessenta e cinco, com margem de quarenta e quatro. É a parte mais velha de um animal que estava vivo.
As outras duas colônias de coral-preto do estudo tinham trezentos e cinquenta anos e dois mil trezentos e setenta. E as três cresciam menos de cinco micrômetros por ano em espessura. Cinco micrômetros são cinco milésimos de milímetro.
Quatro mil anos em milímetros 7:20
Vamos traduzir. A menos de cinco milésimos de milímetro por ano, um milímetro de espessura leva mais de duzentos anos. Um centímetro, mais de dois mil. O coral-chiclete do episódio anterior engrossava oitocentos e trinta micrômetros por ano. O coral-preto do Havaí é mais de cento e sessenta vezes mais lento.
Os autores escreveram uma frase forte. Leiopathes é o organismo marinho de esqueleto mais velho que se conhece, e, até onde eles sabiam, o organismo colonial mais velho já encontrado. Isso foi em dois mil e nove. É o recorde publicado naquele artigo, não o limite de quanto um coral-preto pode viver.
E há uma virada no mesmo artigo. Pelo radiocarbono, os pólipos vivos têm só alguns anos, ou pelo menos o carbono deles tem. Eles vão sendo substituídos sem parar, enquanto o esqueleto embaixo cresce por séculos e milênios. A colônia é velha. Cada pólipo, não.
No mesmo estudo há um segundo recorde, e ele não é de coral-preto. Um coral-dourado, chamado então de Gerardia, deu dois mil setecentos e quarenta e dois anos. Ele é um zoantídeo, outro grupo, que cresce por cima do esqueleto de corais-bambu. Se ele parasita o hospedeiro, ou só ocupa espaço, ainda não se sabe.
E os autores tiraram disso uma conta de pesca. No Havaí, os limites de captura do coral-dourado tinham sido calculados com um ritmo de crescimento que, pelo radiocarbono, é rápido demais. Nas palavras deles, os limites de rendimento sustentável estão grosseiramente superestimados.
Golfo do México e Açores 9:31
O Havaí não é exceção. No Golfo do México, a trezentos metros, outra equipe datou um Leiopathes que cresce há pelo menos dois mil anos, entre oito e vinte e dois micrômetros por ano. Ali também contaram anéis no microscópio eletrônico, e a contagem bateu com o radiocarbono: um sinal de um anel por ano.
Nos Açores, cinco colônias de Leiopathes chegaram à superfície como captura acidental de pesca, entre duzentos e noventa e três e trezentos e sessenta e seis metros. Tinham de duzentos e sessenta e cinco a dois mil trezentos e vinte anos. A menor e a maior engrossavam de cinco a sete micrômetros por ano; as outras três, de vinte a trinta.
O coral-preto rápido 10:24
Agora, o contraste. Nem todo coral-preto é lento. No Havaí, a cinquenta metros, ao largo de Lahaina, em Maui, uma espécie rasa, Antipathes dichotoma, engrossava de cento e trinta a mil cento e quarenta micrômetros por ano. As colônias tinham de doze a trinta e dois anos.
Os corais-pretos rasos de Maui crescem também pra cima. Um trabalho de mil novecentos e setenta e seis usou, pra duas espécies comerciais, seis vírgula quarenta e dois centímetros por ano de altura. Mesma ordem, outra profundidade, outro ritmo. É a lição do coral-chiclete outra vez: tamanho só vira idade com o ritmo certo.
A pesca e o invasor 11:17
Esse coral raso é o coral-preto das joias. Em mil novecentos e cinquenta e oito, dois mergulhadores acharam um banco grande, de qualidade comercial, ao largo de Lahaina, entre trinta e cinco e cem metros. A pesca, por mergulho, funciona desde então, sem interrupção. O coral-preto é a pedra oficial do Estado do Havaí.
A regra de manejo é de altura. Por vinte anos, só se podia colher colônia de um metro e vinte, o equivalente a uns dezenove anos de idade. Em mil novecentos e noventa e oito, o limite caiu pra noventa centímetros, mantendo um metro e vinte pra quem entrasse depois na pesca.
Um trabalho de dois mil e quatro mediu o banco de Maui. A biomassa tinha caído cerca de vinte e cinco por cento desde mil novecentos e setenta e seis. Em dois mil e um, a idade média das colônias tinha caído de catorze anos pra dez, e o peso médio, de dois quilos e duzentos pra um quilo e cem.
E apareceu um invasor. O Carijoa riisei, um octocoral nativo do Atlântico tropical, foi visto em Maui pela primeira vez em mil novecentos e noventa. Nos transectos de robô da borda norte do banco, entre oitenta e cento e dez metros, ele dominava o fundo, e cobria mais de setenta e cinco por cento das colônias de coral-preto.
Um estudo de dois mil e cinco mostrou que o impacto era máximo entre oitenta e cento e cinco metros, sobre colônias já em idade de reprodução. Depois de instalado, o invasor se espalha crescendo, sem precisar de larva, e sufoca o coral. Nenhum limite de tamanho protege disso.
Um recurso não renovável 13:22
Volte ao coral fundo. Os autores do Havaí escreveram que a longevidade extrema desafia a ideia de que essas espécies sejam renováveis, no sentido da pesca. E propuseram tratar qualquer colheita futura como recurso não renovável. Um banco raso se refaz em décadas. Um coral de quatro mil anos, não.
A equipe dos Açores chegou à mesma frase, com as palavras dela. A recuperação de uma colônia, e da população, depois de dano ou retirada, pode levar de séculos a milênios. E as cinco colônias que eles dataram chegaram à superfície justamente assim: trazidas pela pesca.
O esqueleto como arquivo 14:14
Um esqueleto que cresce em camadas por séculos é também um registro. Num estudo de dois mil e sete, corais-pretos Leiopathes com idade estimada de duzentos a quinhentos anos foram lidos camada por camada. O mais velho guardava, no carbono, uma marca que os autores ligaram à Pequena Idade do Gelo.
Os três mostravam, nos últimos cento e cinquenta anos, a marca do carbono dos combustíveis fósseis. E os quatro analisados pro nitrogênio mostravam uma mudança nos últimos setenta e cinco anos, que os autores atribuem, provavelmente, a mais esgoto e esterco chegando ao mar. A superfície escreve. O coral do fundo guarda.
E o coral desta parede? 15:06
E o coral-preto desta parede? A equipe anotou Parantipathes e colônias parecidas com Bathypathes, os dois da família Schizopathidae. As fontes conferidas pra este episódio não trazem idade publicada pra nenhum Parantipathes. E este coral não foi coletado, não foi cortado e não foi datado.
O que se pode dizer, então? Que ele pertence a uma ordem em que algumas espécies fundas foram datadas em milênios, e outras, rasas, em décadas. Que ele vive a quase mil e quatrocentos metros, em água fria. E que isso não basta: ninguém o datou, e dividir não dá, porque ninguém mediu o ritmo dele.
Por isso, um cuidado com o número do título. Os quatro mil duzentos e sessenta e cinco anos são de um Leiopathes do Havaí, a no máximo quinhentos metros. Não de qualquer coral-preto, e não deste. O coral-preto da tela é laranja, está a mil e quatrocentos metros, e a idade dele não é conhecida.
O trecho que a equipe chamou de coral-preto mostra como o robô trabalha. Ele chega de longe, devagar, e para diante da colônia. No começo do episódio, você viu o resto: o zoom até os galhos, em forma de pena, com um eixo e ramos finos dos dois lados, cobertos de tecido cor de laranja.
Em outro trecho marcado como coral-preto, a anotação traz Bathypathes, e a colônia é um arbusto laranja, denso, preso à parede. A equipe anotou também um polvo no mesmo trecho. A anotação não diz que um depende do outro. Diz só que dividem a parede.
A conta final 17:13
A conta final deste episódio. Um coral-preto do Havaí, datado em quatro mil duzentos e sessenta e cinco anos, que engrossava menos de cinco milésimos de milímetro por ano. Um parente raso que cresce seis centímetros por ano e vira joia. E um coral-preto laranja, nesta parede, sem idade conhecida.
Juntando as peças deste canal: o sifonóforo, a apendicularia, o Cyclothone, o Solmissus, o verme-flecha, o radiolário, o ctenóforo, a salpa, o pirossomo, o doliolídeo, a lula de vidro, o polvo, o coral-chiclete. E agora um animal cujo esqueleto guarda, camada por camada, o que caiu da superfície.
Próximo episódio 18:09
O próximo episódio fica na mesma parede, no coral que serve de chão pro coral-dourado: o coral-bambu. Esqueleto branco, em gomos, com anéis que, numa espécie do Atlântico canadense, se provou que se formam um por ano. O resumo da NOAA cita o coral-bambu Keratoisis logo no começo deste mergulho.
Descrição e fontes
O vídeo é do cânion Welker, no Atlântico Norte (NOAA Okeanos Explorer, expedição EX1304L2, mergulho 14, agosto de 2013, até 1.445 m). Quatro trechos do mergulho têm coral-preto no nome do arquivo, e o resumo do dia registra várias colônias grandes parecidas com Bathypathes. Nos outros trechos a anotação é por segmento, e a narração não aponta pra tela.
Coral-preto é a ordem Antipatharia: pólipos de seis tentáculos sobre um esqueleto de proteína e quitina, do preto ao marrom dourado — o tecido vivo pode ser laranja, como o da tela. Em 2004, o submersível Pisces V coletou vivas três colônias de Leiopathes a 400-500 m no Havaí. Por radiocarbono, o centro da base de uma delas deu 4.265 ± 44 anos, e a borda trazia carbono das bombas atômicas. Crescimento: menos de 5 µm por ano em espessura — mais de 200 anos por milímetro (Roark et al., 2009). No Golfo do México e nos Açores, outros Leiopathes passam de 2 mil anos.
A mesma ordem tem espécies rasas rápidas: em Maui, a 50 m, colônias de 12 a 32 anos, que sustentam desde 1958 a pesca do coral-preto de joalheria — e que um octocoral invasor passou a cobrir. O episódio mostra também o esqueleto como arquivo da superfície (Pequena Idade do Gelo, combustível fóssil, esgoto) e termina no limite do número: o coral-preto desta parede (Parantipathes e parentes de Bathypathes) não foi datado, e nenhuma fonte conferida traz a idade dele.
FONTES
- NOAA Office of Ocean Exploration and Research. Okeanos Explorer ROV Dive Summary, EX1304L2 Dive 14, Welker Canyon, 15 ago. 2013 (repository.library.noaa.gov/view/noaa/19981).
- Roark EB, Guilderson TP, Dunbar RB, Fallon SJ & Mucciarone DA (2009). Extreme longevity in proteinaceous deep-sea corals. PNAS 106:5204-5208 (doi 10.1073/pnas.0810875106).
- Roark EB, Guilderson TP, Dunbar RB & Ingram BL (2006). Radiocarbon-based ages and growth rates of Hawaiian deep-sea corals. Marine Ecology Progress Series 327:1-14 (doi 10.3354/meps327001).
- Wagner D (2011). Tese de doutorado, University of Hawai'i (base de Wagner, Luck & Toonen 2012, Advances in Marine Biology 63:67-132).
- Prouty NG, Roark EB, Buster NA & Ross SW (2011). Growth rate and age distribution of deep-sea black corals in the Gulf of Mexico. Marine Ecology Progress Series 423:101-115 (doi 10.3354/meps08953).
- Carreiro-Silva M, Andrews AH, Braga-Henriques A et al. (2013). Variability in growth rates of long-lived black coral Leiopathes sp. from the Azores. Marine Ecology Progress Series 473:189-199 (doi 10.3354/meps10052).
- Grigg RW (1976), via Western Pacific Regional Fishery Management Council, Monograph 1 — Precious Corals.
- Grigg RW (2004). Harvesting impacts and invasion by an alien species decrease estimates of black coral yield off Maui, Hawai'i. Pacific Science 58:1-6 (doi 10.1353/psc.2004.0006).
- Kahng SE & Grigg RW (2005). Impact of an alien octocoral, Carijoa riisei, on black corals in Hawaii. Coral Reefs 24:556-562.
- Williams B, Risk MJ, Ross SW & Sulak KJ (2007). Stable isotope data from deep-water antipatharians. Bulletin of Marine Science 81:437-447.
- Sinniger F, Ocaña OV & Baco AR (2013). Diversity of zoanthids (Anthozoa: Hexacorallia) on Hawaiian seamounts. PLoS ONE 8:e52607.
- WoRMS — World List of Antipatharia (marinespecies.org): Parantipathes e Bathypathes, família Schizopathidae.
- Sherwood OA & Edinger EN (2009). Ages and growth rates of some deep-sea gorgonian and antipatharian corals of Newfoundland and Labrador. Canadian Journal of Fisheries and Aquatic Sciences 66:142-152.
Todo o vídeo de mergulho é do acervo público da NOAA Ocean Exploration (domínio público): expedição EX1304L2, mergulho 14, cânion Welker, 15 ago. 2013. A profundidade de cada segmento aparece em tela, lida do metadado.
Os diagramas são desenhados em código, com os números das fontes abaixo. As contas de milímetros por ano são desta narração. Nenhuma imagem deste vídeo foi gerada por IA.
A narração usa voz sintetizada, e isso está declarado no upload.