Coral-Chiclete: Milhares de Anos? É Uma Divisão, Não uma Medida
A quase 1.400 metros, numa parede de rocha do Atlântico, uma árvore cor-de-rosa que é um animal. O texto mais repetido sobre ela diz que cresce um centímetro por ano e pode ter centenas de anos, talvez milhares. Este episódio confere a conta: o que foi medido, o que foi só dividido, e por que a diferença decide se o coral volta depois de arrancado.
Capítulos
- 0:00 O que parece uma árvore
- 1:02 De onde vem este vídeo
- 2:27 O animal e onde ele vive
- 4:16 A conta: altura ÷ ritmo
- 6:06 Quem mediu a idade
- 9:42 O que se sabe, e o que não
- 11:10 Como ela se alimenta
- 14:04 Quem mora nela
- 14:56 Os filhotes que não aparecem
- 16:27 O que a pesca arranca
- 19:35 A conta final
- 20:36 Próximo episódio
Transcrição
O que parece uma árvore 0:00
Quase mil e quatrocentos metros abaixo da superfície, uma coisa cor-de-rosa, ramificada como uma árvore, presa a uma parede de rocha. Não é planta. É um animal — na verdade, milhares de animais ligados. E o número que todo mundo repete sobre ela, centenas de anos, talvez milhares, tem um problema: ninguém o mediu desse jeito. Ele sai de uma divisão.
O episódio anterior terminou dizendo que o coral-chiclete cresce mais ou menos um centímetro por ano, e pode ter centenas de anos, talvez milhares. Esse é o texto do MBARI, o instituto de pesquisa de Monterey, e ele se repete em todo canto. Este episódio confere a conta. O que foi medido, o que foi estimado, e por que a diferença decide se um coral arrancado volta.
De onde vem este vídeo 1:02
O vídeo é do cânion Welker, no Atlântico Norte, ao largo da Nova Inglaterra. É o mergulho catorze da expedição EX1304L2, do navio Okeanos Explorer, da NOAA, em quinze de agosto de dois mil e treze. O robô Deep Discoverer passou cinco horas e oito minutos no fundo, e chegou a mil quatrocentos e quarenta e cinco metros.
A rota não foi sorteada. Foi traçada com um modelo que prevê onde existe coral de profundidade e com o mapa do fundo, procurando encostas de mais de trinta e seis graus de inclinação. O robô subiu uma parede íngreme, contornou um promontório e desceu de volta. A equipe anotou ao menos dezessete tipos de coral só nesse mergulho, e o coral-chiclete é um deles.
Uma ressalva sobre o que você está vendo. A equipe anotou o coral-chiclete em mais de vinte trechos deste mergulho, mas não identificou, quadro a quadro, qual colônia é qual. Por isso a narração não vai apontar pra tela e dizer: este aqui é ele. O que está na tela é a parede onde ele vive, com amarelo, branco e cor-de-rosa misturados.
O animal e onde ele vive 2:27
Primeiro, o que é. Paragorgia arborea é um octocoral: cada pólipo tem oito tentáculos em forma de pena. A colônia é uma árvore de milhares desses pólipos, unidos por um tecido comum que cobre o esqueleto. O nome, coral-chiclete, vem das pontas dos galhos, onde os pólipos se juntam em bolotas, como chiclete mascado.
Ela vive em montes submarinos e cânions de quase todos os mares frios do mundo, menos os tropicais. A ficha do MBARI dá uma faixa de cinquenta a mil e oitocentos metros de profundidade. Outras fichas dão de duzentos a mil e trezentos. Este vídeo está entre mil trezentos e oitenta e mil quatrocentos e quinze: o fundo de qualquer uma das duas faixas.
O tamanho também muda conforme a fonte. A ficha do MBARI diz até três metros, e o texto dele fala em altura de cavalo. Outras fichas falam em seis. A maior colônia que um levantamento canadense mediu por vídeo, no Atlântico, tinha um metro e oitenta. Pouco mais da metade do máximo do MBARI, e perto da altura de uma pessoa adulta.
A cor também varia dentro da mesma espécie. No mesmo levantamento canadense, quarenta e um por cento das colônias eram vermelhas, quarenta e um por cento brancas, e dezoito por cento cor de salmão. Então cor, nesta parede, não diz qual bicho é qual. E é mais um motivo pra narração não apontar.
A conta: altura ÷ ritmo 4:16
Agora, a conta. O MBARI escreve duas frases em sequência: o coral cresce cerca de um centímetro por ano, e os maiores têm centenas de anos, talvez milhares. A segunda parece sair da primeira. Sai, mas por divisão: altura dividida pelo ritmo de crescimento. Vamos fazer, com os números do próprio MBARI.
Três metros, divididos por um centímetro por ano, dão trezentos anos. Seis metros, seiscentos. O maior coral que os canadenses mediram, um metro e oitenta, daria cento e oitenta. Pra chegar a mil anos, a colônia precisaria ter dez metros. Ou então crescer três milímetros por ano, em vez de dez.
Isso quer dizer que talvez milhares pede uma de duas coisas que não apareceram nas fontes conferidas pra este episódio: uma colônia muito maior do que qualquer uma medida, ou um ritmo muito mais lento do que a média. Pode existir. Mas, neste ponto da conta, é uma possibilidade, não um dado.
Mais um cuidado com o ritmo. Num dos estudos que o medem, a base foi uma única colônia de coral-chiclete, fotografada em série num fiorde da Noruega, a cinquenta metros de profundidade. Aqui, o vídeo está a mil e quatrocentos. Temperatura e comida mudam com a profundidade, e nenhuma fonte conferida mediu o ritmo desta parede.
Quem mediu a idade 6:06
Quem mediu? Em dois mil e nove, dois pesquisadores, Owen Sherwood e Evan Edinger, publicaram as idades de seis tipos de coral de profundidade, coletados entre quatrocentos e novecentos metros ao largo de Newfoundland e Labrador, no Canadá. Eles usaram duas técnicas: contar anéis no esqueleto, e datar por radiocarbono.
O radiocarbono, aqui, não é o relógio dos livros de arqueologia. É o carbono-catorze que os testes de bombas atômicas, nos anos cinquenta e sessenta, espalharam pela atmosfera. Ele entrou no oceano e ficou gravado no esqueleto de quem estava crescendo naquele momento. É uma marca de data conhecida, e permite contar pra trás.
Dos seis tipos, o coral-chiclete foi o que cresceu mais rápido: oitocentos e trinta micrômetros por ano de espessura do esqueleto, com margem de cento e vinte. Os corais-bambu e um coral-preto do mesmo estudo ficaram entre trinta e três e setenta e cinco. O coral-chiclete é de onze a vinte e cinco vezes mais rápido que eles.
A idade que o estudo mediu num coral-chiclete, num único exemplar: oitenta anos, com margem de onze, a quatrocentos e catorze metros de profundidade. O registro de dados desse estudo dá, pra essa colônia, um crescimento em altura de cerca de um centímetro e sessenta por ano.
Esse ritmo é mais rápido que o centímetro do MBARI, e muda a conta. Três metros, a um centímetro e sessenta por ano, dão cento e oitenta e cinco anos, não trezentos. Mil anos, nesse ritmo, pedem mais de dezesseis metros de altura. A mesma árvore, e uma idade quase pela metade, só trocando o ritmo.
O exemplar mais velho do estudo não era um coral-chiclete. Era o esqueleto de um coral-bambu, já morto, com duzentos anos, com margem de trinta. O coral-chiclete datado tinha oitenta. Nenhum dos seis tipos, nem os mais rápidos nem os mais lentos, chegou perto de milhares de anos.
O próprio artigo faz um aviso. Os corais vieram de áreas muito pescadas, e por isso as idades provavelmente subestimam as colônias mais velhas, que podem ter sido arrancadas antes. A conclusão dos autores cabe numa frase: a recuperação de dano de pesca em corais de profundidade vai levar de décadas a séculos.
Os dois ritmos estão na mesma parede. O resumo da NOAA lista, entre os corais do mergulho, o coral-bambu Keratoisis e o coral-chiclete. No esqueleto, um cresce de onze a vinte e cinco vezes mais devagar que o outro. Isso quer dizer que tamanho não conta idade entre espécies: uma colônia pequena e lenta pode ser mais velha que uma grande e rápida. Essa é a lógica da conta, não um dado do vídeo.
O que se sabe, e o que não 9:42
Então, o que se pode dizer, com as fontes conferidas aqui. Oitenta anos: medido, numa colônia, por radiocarbono. De cento e oitenta a seiscentos anos: estimado, dividindo altura por ritmo. Milhares de anos: não apareceu como medida em nenhuma fonte deste episódio, e pede uma colônia enorme ou um crescimento muito lento. Não é falso. É um limite que a frase original não deixa claro.
Duas coisas a favor da frase do MBARI. Primeira: centenas, se não milhares é uma frase de divulgação, com ressalva escrita, e não o resultado de um artigo. Segunda: o fundo do mar tem, sim, animais que passam de quatro mil anos. Só que, entre as fontes deste episódio, o coral-chiclete não é um deles.
Fica uma pergunta que serve pra qualquer coral. Quando alguém disser que ele tem centenas ou milhares de anos, a pergunta é: foi datado, ou foi dividido? Datado é radiocarbono, anéis, uma colônia, uma margem de erro. Dividido é altura por ritmo, e vale o que valer o ritmo.
Como ela se alimenta 11:10
Mas idade é só metade da pergunta. A outra é o que uma colônia dessas faz durante tanto tempo, parada, presa a uma parede de rocha. Ela come. E come num ritmo que uma câmera fixa, num observatório da Noruega, registrou durante cento e dezessete dias.
No observatório LoVe, nas ilhas Lofoten e Vesterålen, uma câmera ficou apontada pra uma colônia de coral-chiclete, junto com sensores de corrente, profundidade e temperatura. Em dois mil e vinte e quatro, uma equipe publicou o que um programa de visão computacional extraiu dessas imagens.
O resultado: os pólipos passam de totalmente fechados a totalmente abertos mais rápido do que o intervalo entre as fotos. Quando abrem, ficam abertos de uma a quatro horas, a maioria em torno de uma. E abrem mais quando a corrente é mais forte, o que provavelmente tem a ver com comida chegando.
O diâmetro dos galhos também oscila, em ciclos. Os autores acham que isso tem a ver com o volume dos canais dentro do esqueleto, um sistema interno que espalha alimento e leva embora resíduo pela colônia inteira. É hipótese deles, e a frase deles usa provavelmente. Mas muda a imagem: a árvore não está parada. Ela se mexe por dentro.
O MBARI resume a dieta: plâncton e outro material orgânico carregado pela corrente. Isso combina com os lugares onde ela aparece, montes submarinos e cânions, onde a água corre e traz comida pra quem não pode ir atrás dela.
No Sur Ridge, ao largo de Big Sur, na Califórnia, o MBARI monitorou colônias com instrumentos e câmeras de intervalo. Quando há comida, os pólipos abrem. No inverno, quando falta, ficam fechados. As câmeras mostraram também que o coral se alimenta com a maré, no ritmo diário em que a corrente traz comida.
O coral-chiclete também produz muco em abundância. Num estudo de dois mil e dezoito, no Golfo do Maine, pesquisadores coletaram tecido e muco de colônias em três cânions, entre quatrocentos e onze e setecentos metros. As comunidades de bactérias foram diferentes nos dois, e um gênero, o Paracoccus, apareceu como marca do muco.
Quem mora nela 14:04
E tem gente morando nela. No Northeast Channel, na Nova Escócia, em dois mil e um, um robô filmou quatro sítios com colônias densas de coral de profundidade. Naquele levantamento, uma estrela-cesto, a Gorgonocephalus arcticus, só apareceu em colônias de coral-chiclete.
Na parede do Welker, a equipe anotou estrelas-serpente, os ofiuroides, em setenta e oito segmentos do mergulho. A estrela-cesto do estudo canadense não é a mesma coisa, e a narração não vai dizer qual dos bichos de braços finos você está vendo. Mas o padrão é o mesmo: o coral funciona como poleiro, acima do fundo, dentro da corrente.
Os filhotes que não aparecem 14:56
Esses mesmos bichos podem ser um risco pros filhotes. No Golfo do Maine, acima de seiscentos e cinquenta metros, uma equipe montou um experimento de campo que durou quatro anos. Dos filhotes de um coral parente, o Primnoa, cerca de oitenta por cento ficaram no estágio de um pólipo, e menos de um por cento chegou a quatro. Os autores levantam a hipótese de que ofiuroides que filtram a água, e pouca comida, expliquem isso.
Do coral-chiclete, quase não apareceu filhote nenhum. A abundância de filhotes do parente foi alta; a do coral-chiclete, muito baixa. Os autores sugerem que a diferença é o modo de reprodução: o parente solta as larvas na água, e o coral-chiclete choca as larvas dentro da colônia. É uma sugestão deles, não um fato fechado.
Junte as duas coisas. Cresce em ritmo de centímetros por ano, e deixa poucos filhotes pra recolonizar o fundo. Se uma colônia grande é arrancada, quem a repõe pode ser outra colônia que já estava lá, e não uma geração nova. Essa é uma inferência desta narração, não um resultado dos estudos. Mas é coerente com décadas a séculos.
O que a pesca arranca 16:27
Agora, o que arranca. No Northeast Channel, na Nova Escócia, pesquisadores canadenses filmaram o fundo entre cento e noventa e quinhentos metros, onde vivem três tipos de gorgônias, incluindo o coral-chiclete. Em vinte e nove por cento das linhas filmadas havia coral quebrado ou tombado. Quatro por cento de todas as colônias vistas estavam danificadas.
O coral-chiclete foi mais atingido que o parente Primnoa. A explicação dada é o tamanho: ele é maior, e o esqueleto é menos flexível. Em dois mil e dois, o governo canadense criou ali uma área de conservação de quatrocentos e vinte e quatro quilômetros quadrados, pra proteger os corais de mais pesca de fundo.
O mergulho que você está vendo quase não começou na hora. A NOAA registrou, no resumo do dia, que havia equipamento de pesca à deriva sobre a rota planejada. O equipamento continuou derivando em direção ao navio e ao robô, e a equipe esperou até o barco de pesca recolher a linha. Depois, desceu num ponto fora do plano.
O que o resumo não diz: nada ali afirma que as colônias desta parede estejam danificadas, e este episódio também não afirma isso. O que o resumo registra é que havia pesca ali em cima, no mesmo cânion, no mesmo dia. Dano de pesca no fundo de um lugar se mede com vídeo e com transectos, como no Canadá. Esse número, para o Welker, não existe nas fontes conferidas.
O MBARI aponta duas ameaças. Equipamento de pesca que danifica ou destrói corais delicados. E a mudança na química do oceano, que vai dificultar o crescimento do esqueleto. A conta do ritmo é o que torna as duas piores: um bicho que cresce um centímetro por ano não repõe rápido o que perde.
Há um caso em que o resultado foi outro. O MBARI documentou colônias antigas de coral-chiclete no monte submarino Davidson, um vulcão extinto a oitenta milhas a sudoeste de Monterey. Em dois mil e oito, a área foi incorporada ao Santuário Marinho Nacional da Baía de Monterey, e esses jardins de coral passaram a ser protegidos.
Vista de longe, a ciência do coral-chiclete é curta. Um levantamento no Canadá em dois mil e um, a área de conservação em dois mil e dois, a idade medida em dois mil e nove, o experimento dos filhotes em dois mil e treze, as câmeras da Noruega em dois mil e vinte e quatro. É pouco tempo pra um bicho que se mede em décadas.
A conta final 19:35
A conta final deste episódio. Um coral que cresce de um a um centímetro e sessenta por ano, e que nenhuma fonte conferida datou em mais de oitenta anos. Uma frase que diz centenas, talvez milhares, e só se sustenta em centenas. Uma colônia que abre e fecha os pólipos no ritmo da corrente, hospeda outros bichos, deixa poucos filhotes, e quebra quando o fundo é raspado.
Juntando as peças deste canal: o sifonóforo, a apendicularia, o Cyclothone, o Solmissus, o verme-flecha, o radiolário, o ctenóforo, a salpa, o pirossomo, o doliolídeo, a lula de vidro, o polvo. E agora um animal que não nada, não flutua e não anda: passa a vida inteira no lugar onde pousou, esperando a corrente.
Próximo episódio 20:36
O próximo episódio fica na mesma parede, e olha pro coral que a ciência datou em milhares de anos de verdade. O coral-preto. Em dois mil e nove, uma equipe datou por radiocarbono um coral-preto, do gênero Leiopathes, em quatro mil duzentos e sessenta e cinco anos, com crescimento de poucos micrômetros por ano. No mergulho do Welker, a equipe da NOAA anotou o parente dele: Parantipathes.
Descrição e fontes
O vídeo é do cânion Welker, no Atlântico Norte, ao largo da Nova Inglaterra (NOAA Okeanos Explorer, expedição EX1304L2, mergulho 14, agosto de 2013, até 1.445 m). A equipe anotou o coral-chiclete (Paragorgia arborea) em mais de vinte trechos do mergulho, mas não identificou colônia por colônia: o episódio mostra a parede onde ele vive, e a narração nunca aponta pra tela.
O MBARI escreve que o coral cresce cerca de 1 cm por ano e que os maiores têm centenas, talvez milhares de anos. Dividindo altura por ritmo: 3 m dão 300 anos, 6 m dão 600; mil anos pedem 10 m ou um ritmo de 3 mm por ano. A única idade medida que as fontes conferidas trazem é de 80 anos (±11), numa colônia a 414 m ao largo de Newfoundland, por radiocarbono (Sherwood & Edinger, 2009) — ritmo de ~1,62 cm por ano, o que dá ~185 anos para 3 m. O exemplar mais velho do estudo era um coral-bambu morto, de 200 anos; os autores avisam que os corais vieram de áreas muito pescadas e que a recuperação leva de décadas a séculos.
O episódio mostra também como a colônia come (câmeras no observatório LoVe, Noruega: pólipos abertos de 1 a 4 h, mais com corrente forte — Langenkämper et al., 2024), quem mora nela (uma estrela-cesto que só apareceu em colônias de coral-chiclete no Northeast Channel — Metaxas & Davis, 2005), por que quase não deixa filhotes (Lacharité & Metaxas, 2013, hipótese de ser um chocador) e o dano de pesca no Canadá: coral quebrado ou tombado em 29% das linhas filmadas. O mergulho do vídeo só começou depois de a NOAA esperar a retirada de equipamento de pesca à deriva sobre a rota.
FONTES
- NOAA Office of Ocean Exploration and Research. Okeanos Explorer ROV Dive Summary, EX1304L2 Dive 14, Welker Canyon, 15 ago. 2013 (repository.library.noaa.gov/view/noaa/19981).
- MBARI. Bubblegum coral (mbari.org/animal/bubblegum-coral).
- Mortensen PB & Buhl-Mortensen L (2005). Morphology and growth of the deep-water gorgonians Primnoa resedaeformis and Paragorgia arborea. Marine Biology 147:775-788 (doi 10.1007/s00227-005-1604-y).
- Sherwood OA & Edinger EN (2009). Ages and growth rates of some deep-sea gorgonian and antipatharian corals of Newfoundland and Labrador. Canadian Journal of Fisheries and Aquatic Sciences 66:142-152 (doi 10.1139/f08-195).
- CoralTraits (coraltraits.org), registro de dados de Sherwood & Edinger (2009): Paragorgia arborea, 414 m, 80 ± 11 anos, 1,62 ± 0,22 cm/ano.
- Langenkämper D, Buhl-Mortensen L, Nilssen I & Nattkemper TW (2024). New ecological knowledge of the bubblegum coral Paragorgia arborea using computer vision. Discover Oceans (doi 10.1007/s44289-024-00023-8).
- Weiler BA et al. (2018). Bacterial communities in tissues and surficial mucus of the cold-water coral Paragorgia arborea. Frontiers in Marine Science 5:378.
- Metaxas A & Davis J (2005). Megafauna associated with assemblages of deep-water gorgonian corals in Northeast Channel, off Nova Scotia, Canada. Journal of the Marine Biological Association of the UK (doi 10.1017/S0025315405012567).
- Lacharité M & Metaxas A (2013). Early life history of deep-water gorgonian corals may limit their abundance. PLoS ONE 8(6):e65394.
- American Fisheries Society (2005). Benthic Habitats and the Effects of Fishing, cap. 64 — efeitos da pesca sobre gorgônias de profundidade no Northeast Channel, Nova Escócia (doi 10.47886/9781888569605.ch64).
- Roark EB, Guilderson TP, Dunbar RB, Fallon SJ & Mucciarone DA (2009). Extreme longevity in proteinaceous deep-sea corals. PNAS 106:5204-5208.
Todo o vídeo de mergulho é do acervo público da NOAA Ocean Exploration (domínio público): expedição EX1304L2, mergulho 14, cânion Welker, 15 ago. 2013. A profundidade de cada segmento aparece em tela, lida do metadado.
Os diagramas são desenhados em código, com os números das fontes abaixo. As contas de altura ÷ ritmo são desta narração e estão marcadas em tela. Nenhuma imagem deste vídeo foi gerada por IA.
A narração usa voz sintetizada, e isso está declarado no upload.