Polvo do Fundo do Mar: 53 Meses Chocando Sem Comer
A quase 1.400 metros, numa parede de rocha do Atlântico, um polvo pálido olha de volta pra câmera — e não tem bolsa de tinta. No fundo do mar, o polvo largou a nuvem preta, uma mãe da mesma linhagem chocou 53 meses sem comer, e milhares de mães atravessam o fundo pra chocar em cima de água morna.
Capítulos
- 0:00 Um polvo sem tinta
- 1:00 De onde vem este vídeo
- 2:27 O polvo-verrugoso
- 3:38 Por que o fundo largou a tinta
- 4:52 Muusoctopus, um nome que caiu
- 5:49 A mãe de Monterey: 53 meses
- 8:58 O frio atrasa o embrião
- 9:49 O jardim dos polvos
- 11:38 As fontes de água morna
- 12:53 A conta do calor
- 13:41 Um lugar de mão única
- 15:14 Dorado: armadilha ou berçário?
- 17:24 Os polvos deste vídeo
- 18:17 A conta final
- 19:16 Próximo episódio
Transcrição
Um polvo sem tinta 0:00
Quase mil e quatrocentos metros de profundidade, numa parede de rocha do Atlântico Norte. Um polvo pálido, encaixado numa fenda, olhando de volta pra câmera. Quem pilotava o robô anotou este trecho como Graneledone — um gênero de polvo que não tem bolsa de tinta. O animal mais famoso do mar por sumir numa nuvem preta, aqui embaixo, não tem nuvem nenhuma.
Este episódio é sobre o polvo do fundo do mar. Por que ele largou a tinta. Por que uma mãe dessa linhagem pode passar mais de quatro anos agarrada aos ovos, sem comer, até morrer. E por que, a três mil e duzentos metros, ao largo da Califórnia, milhares de polvos atravessam o fundo do mar pra chocar no mesmo morro, em volta de fontes de água morna.
De onde vem este vídeo 1:00
O vídeo deste episódio não é da Califórnia. Vem do Atlântico: do cânion Welker, na borda da plataforma continental, ao largo da Nova Inglaterra, em agosto de dois mil e treze. O navio Okeanos Explorer, da agência americana NOAA, mandou o robô Deep Discoverer descer pela parede sudoeste do cânion. Ele passou cinco horas no fundo, e chegou a mil quatrocentos e quarenta e cinco metros.
O resumo oficial do mergulho descreve exatamente o que você está vendo. A parede tinha cavernas, concavidades fundas e curvas em forma de anfiteatro, escavadas pela erosão. E os polvos, diz o texto, eram vistos com frequência dentro dessas depressões, e debaixo das saliências de rocha. Nos arquivos de vídeo daquele dia, a palavra polvo aparece na anotação de vinte e nove segmentos.
Dois nomes de polvo aparecem nessa anotação. O mais frequente é Graneledone. O outro aparece num trecho só, e ali a equipe hesita: escreveu Muusoctopus, e junto, o nome de outro gênero e o de duas famílias diferentes. A hesitação tem motivo, e a gente chega nela.
O polvo-verrugoso 2:27
Graneledone é o polvo-verrugoso. A pele é coberta de verrugas, e cada braço tem uma fileira só de ventosas, não duas, como no polvo da costa. No Atlântico Norte existe uma espécie só do gênero, Graneledone verrucosa, registrada entre quinhentos e cinquenta e dois mil e novecentos metros.
Em dois mil e dezenove, Janet Voight, do Field Museum de Chicago, comparou cinquenta polvos-verrugosos de uma espécie do Pacífico. Quanto mais fundo o animal vivia, mais verrugas tinha. E menor ele era. É o contrário do que se costuma esperar do fundo do mar, onde muita coisa fica gigante.
E o que ele come, segundo a mesma pesquisadora: o polvo enfia as ventosas debaixo do sedimento e pega caracóis pequenos, vermes e mariscos, passando a comida de ventosa em ventosa até a boca. Uma hipótese dela é que a dieta pobre do fundo explique o tamanho menor.
Por que o fundo largou a tinta 3:38
Agora, a tinta. A tinta do polvo é uma defesa feita pra olhos: uma nuvem escura que tapa o animal enquanto ele foge. Ela funciona onde existe luz pra um predador enxergar alguma coisa. Quanto mais fundo, menos luz do sol sobra. Abaixo de mil metros, não sobra nada.
Pela NOAA, os polvos de fundo que vivem abaixo de mil metros tendem a ter a capacidade de produzir tinta reduzida. O polvo-dumbo, um dos que vivem mais fundo, nem tem a bolsa. E os dois gêneros anotados neste vídeo, Graneledone e Muusoctopus, também não têm.
A explicação mais repetida é de custo. Fabricar tinta gasta energia, e a mil e quatrocentos metros a única luz é a de animais que brilham. Uma nuvem escura no escuro não esconde nada. É uma hipótese razoável, mas não é um experimento: ninguém mediu quanto um polvo economiza sem a bolsa.
Muusoctopus, um nome que caiu 4:52
O nome Muusoctopus tem pouco mais de vinte anos. Até dois mil e quatro, esses polvos de fundo sem tinta se chamavam Benthoctopus. Aí um zoólogo chamado Muus mostrou que a espécie que dava nome ao gênero, descrita no Atlântico Norte em mil oitocentos e setenta e nove, era na verdade um polvo de outro gênero. O nome antigo caiu, e Ian Gleadall criou um novo.
É por isso que a anotação hesita. Polvo de fundo, sem tinta e com duas fileiras de ventosas foi trocado de gênero e de família mais de uma vez, e hoje Muusoctopus fica na família Enteroctopodidae. Quem olha um deles numa tela, ao vivo, a mil e quatrocentos metros, não tem como dizer a espécie. Este episódio também não vai dizer.
A mãe de Monterey: 53 meses 5:49
Agora, o que o frio faz com uma mãe. Abril de dois mil e sete, cânion submarino de Monterey, Califórnia, mil trezentos e noventa e sete metros. Um robô do instituto MBARI encontra uma fêmea de Graneledone, o mesmo gênero deste vídeo, numa espécie do Pacífico, andando devagar pelo sedimento em direção a um afloramento de rocha. Um mês depois, ela está na rocha, agarrada a uma ninhada de ovos.
A equipe voltou ao mesmo ponto dezoito vezes, ao longo de quatro anos e meio. A fêmea nunca saiu do lugar. A água ali ficava entre dois vírgula oito e três vírgula quatro graus. Os ovos, que começaram com um centímetro e meio de comprimento, chegaram a três vírgula três.
Ela não foi vista comendo nenhuma vez. Os pesquisadores chegaram a oferecer pedaços de caranguejo com o braço do robô, e ela ignorou. Ao longo dos anos, a pele perdeu a textura, e a cor foi de um roxo pálido a quase branco. O corpo encolheu. Os olhos ficaram turvos. E ela continuou ali, cobrindo os ovos.
Em setembro de dois mil e onze, ela ainda estava lá. Em outubro, o robô voltou, e a rocha só tinha os restos das cápsulas vazias. A ninhada, de uns cento e sessenta ovos, tinha eclodido. Contando de maio de dois mil e sete, quando ela começou a chocar: cinquenta e três meses. Quatro anos e cinco meses, sem comer, a mil e quatrocentos metros.
É o choco mais longo já registrado em qualquer animal. O recorde anterior entre os polvos era de catorze meses, de outra espécie de fundo. A gestação de um elefante dura uns vinte e um meses. A do tubarão-cobra, quarenta e dois. A da salamandra-alpina, quarenta e oito.
E o que sai de um ovo depois de quatro anos é outra coisa. Os autores descrevem os filhotes de Graneledone como os maiores e mais desenvolvidos de qualquer lula ou polvo: saem como adultos em miniatura, sem a fase de larva na água aberta que tantos parentes têm.
Se esse choco for um quarto da vida do animal, como os autores supõem, esse polvo viveria mais de duzentos meses. Mais de dezesseis anos. Polvo de água rasa costuma viver menos de dois. É uma estimativa por proporção, e eles dizem isso. Não é uma idade medida.
O frio atrasa o embrião 8:58
O motivo dessa espera é a temperatura. Em animal de sangue frio, o embrião se desenvolve mais devagar quanto mais fria a água. Perto de zero grau, espécies polares e de fundo se desenvolvem de quatro a trinta e três vezes mais devagar que parentes de água dez graus mais quente. Em mar temperado, os mesmos dez graus mudam o ritmo só duas ou três vezes.
E esperar tem preço. Cada mês de choco é mais um mês em que um caracol, um camarão ou uma infecção podem chegar aos ovos. E a mãe, sem comer, está ficando mais fraca. Quanto mais longo o choco, menor a fração da ninhada que chega ao fim.
O jardim dos polvos 9:49
Em dois mil e dezoito, uma expedição do navio Nautilus desceu pela base do monte submarino Davidson, um vulcão extinto a cento e trinta quilômetros de Monterey. A três mil e duzentos metros, num morro pequeno perto da base, apareceram polvos: dezenas aqui, dezenas ali, dezenas por toda parte, nas palavras do cientista-chefe. O lugar ganhou o nome de jardim dos polvos.
A espécie é Muusoctopus robustus, o polvo-pérola. Do tamanho de uma toranja, de um roxo bem claro, e sem bolsa de tinta, como todo o gênero. Vive entre dois mil e trezentos e três mil e seiscentos metros. É o gênero da hesitação daquela anotação do Atlântico.
Pra contar, a equipe do MBARI fotografou dois hectares e meio do centro do morro num mosaico de alta resolução. Marcou cinco mil setecentos e dezoito polvos. O morro inteiro tem uns trezentos e trinta hectares, e os autores estimam que a população passe fácil de vinte mil. É a maior concentração de polvos conhecida na Terra.
E quase todos estão ali pela mesma coisa. Oitenta e dois por cento eram fêmeas chocando, de boca pra cima, com os braços enrolados em volta da ninhada. Três por cento andavam pelo fundo, chegando. Nenhum polvo de tamanho intermediário, nenhum sinal de alimentação. O morro é usado só pra reproduzir.
As fontes de água morna 11:38
O que o morro tem: fontes hidrotermais de baixa temperatura. A água do fundo, ali, está a um vírgula seis grau. Nas fendas, chega a quase onze. Em volta dos ovos, a média medida foi de cinco vírgula um grau, e a menos de um metro de distância a água volta ao frio.
É por isso que ninguém tinha visto as fontes antes dos polvos. Não há chaminé, não há fumaça. Só de muito perto, com a câmera quase em cima de uma fêmea, aparece a fronteira tremulando, onde a água morna encontra a fria. Os polvos é que denunciaram a fonte.
Mas a água morna cobra uma coisa: oxigênio. A água do fundo tinha entre cento e cinco e cento e vinte e cinco micromols de oxigênio por quilo. A que sai da fonte, uns cinquenta. Entre os ovos, a média ficou em noventa e cinco. Os ninhos ficam num meio-termo: mais quente que o fundo, sem chegar à água mais pobre.
A conta do calor 12:53
E a conta do calor. Os autores marcaram ninhos e voltaram a eles em expedições diferentes, reconhecendo cada fêmea pelas cicatrizes no manto e nos braços, e anotando em que estágio estavam os embriões a cada visita. Resultado: no jardim, o choco dura cerca de um ano e nove meses.
Na água do fundo, a um vírgula seis grau, a estimativa deles para a mesma espécie é de pelo menos cinco a oito anos. A fonte morna corta a espera pra um terço, ou menos. E menos espera quer dizer menos meses de ovo exposto a caracol, camarão e infecção.
Um lugar de mão única 13:41
Mas o jardim é de mão única. O polvo-pérola se reproduz uma vez e morre, macho e fêmea. Catorze por cento dos polvos mapeados estavam em declínio: mais claros, de manto pra cima, respirando menos de três vezes por minuto, contra sete ou mais num polvo ativo.
E o corpo fica no morro. Os autores calcularam a energia que os polvos mortos deixam ali: setenta e dois por cento a mais de alimento do que o que chega da superfície. Anêmonas, camarões, caracóis e peixes se juntam onde há polvo, e a quantidade de anêmonas acompanha a de polvos.
Nem toda ninhada chega lá. Pelo menos duas mães morreram antes da eclosão, provavelmente fracas de fome. Logo depois, caracóis, camarões, anfípodes e peixes atacaram os ovos. Anêmonas e camarões atacam até filhote recém-saído que passa perto demais.
Mas há os que saem. Em dois ninhos vistos depois da morte da mãe, havia uns quarenta embriões grandes, em estágio final, com aparência saudável. E, de vez em quando, a câmera pegou um filhote saindo do ninho e nadando pra dentro do escuro.
Dorado: armadilha ou berçário? 15:14
O jardim não é o único. No fim de dois mil e treze, a uns três mil metros, ao largo da Costa Rica, cientistas acharam polvos Muusoctopus amontoados num afloramento de basalto chamado Dorado. Dali sai água de até doze vírgula três graus, com metade do oxigênio da água do fundo. Num só aglomerado, cento e dois polvos em dezenove metros quadrados.
O estudo de dois mil e dezoito, de Hartwell, Voight e Wheat, examinou de perto cento e oitenta e seis ovos daquelas mães. Nenhum mostrava embrião se desenvolvendo. A leitura foi de armadilha: a água morna atraía as mães, mas era pobre demais em oxigênio pra criar os ovos.
Em junho de dois mil e vinte e três, o navio Falkor, do Schmidt Ocean Institute, voltou ao Dorado com o robô SuBastian. Desta vez havia filhotes. Centenas de mães chocando, e ovos se desenvolvendo: o afloramento era um berçário. A mesma expedição achou um segundo berçário, a umas trinta milhas náuticas dali.
Janet Voight, uma das autoras do estudo de dois mil e dezoito, estava nessa expedição. E o título daquele artigo já terminava com um ponto de interrogação: as mães do Dorado seriam um fragmento malfadado de uma população maior? Dez anos de observação depois, a resposta, por enquanto, é não.
Hoje são pelo menos quatro berçários conhecidos. O jardim; o Octocone, a oito quilômetros dele, com milhares de fêmeas chocando; e os dois da Costa Rica. Todos com o mesmo desenho: polvo de fundo, sem tinta, chocando em cima de água morna.
Os polvos deste vídeo 17:24
E os polvos deste vídeo? A parede do cânion Welker não tem fonte morna registrada, e ninguém mediu a temperatura nas fendas onde eles estavam. Nenhum trecho do mergulho mostra ovos. O que o vídeo mostra é o lado comum da mesma vida: polvos de fundo, sozinhos, em cavidades da rocha, no frio que faz qualquer espera durar anos.
O que ainda não se sabe. Se o polvo-pérola choca em água fria em algum outro ponto do mar onde ele vive: os autores dizem que é desconhecido. E se ele chocasse, por quanto tempo: a estimativa de cinco a oito anos é extrapolação, além da faixa de temperatura em que o choco de polvo já foi medido.
A conta final 18:17
A conta final deste episódio. Um polvo que perdeu a tinta, num lugar onde tinta não esconde nada. Uma mãe que choca cinquenta e três meses sem comer, porque no frio o embrião não tem pressa. E milhares de mães que atravessam o fundo do mar pra chocar em cima de água morna, trocando de cinco a oito anos de espera por menos de dois, e deixando o próprio corpo pra alimentar o morro.
Juntando as peças deste canal: o sifonóforo, a apendiculária, o Cyclothone, o Solmissus, o verme-flecha, o radiolário, o ctenóforo, a salpa, o pirossomo, o doliolídeo, a lula de vidro. E agora o polvo, o animal que deu origem a este canal, finalmente no fundo do mar.
Próximo episódio 19:16
O próximo episódio fica na mesma parede do cânion Welker, e olha pro que estava em volta dos polvos. O coral mais anotado daquele mergulho: o coral-chiclete, Paragorgia. Uma árvore de coral que cresce mais ou menos um centímetro por ano, e pode ter centenas de anos, talvez milhares.
Descrição e fontes
O vídeo é do cânion Welker, no Atlântico Norte, ao largo da Nova Inglaterra (NOAA Okeanos Explorer, expedição EX1304L2, mergulho 14, agosto de 2013, até 1.445 m). A equipe anotou os polvos como Graneledone, o polvo-verrugoso de uma fileira só de ventosas, e num trecho hesitou entre Muusoctopus e outros nomes — um gênero que ganhou nome novo em 2004. Os dois gêneros não têm bolsa de tinta, e a NOAA registra que polvos de fundo abaixo de 1.000 m tendem a produzir menos tinta: uma nuvem escura não esconde nada no escuro (a explicação de custo é hipótese, não experimento).
No cânion de Monterey, uma fêmea de Graneledone boreopacifica chocou 160 ovos por 53 meses a 1.397 m, entre 2,8 e 3,4 °C, sem ser vista comendo (Robison, Seibel & Drazen, 2014): o choco mais longo registrado em qualquer animal. O motivo é o frio — perto de 0 °C o embrião se desenvolve de 4 a 33 vezes mais devagar.
No jardim dos polvos, a 3.200 m na base do monte submarino Davidson, a equipe do MBARI contou 5.718 polvos-pérola (Muusoctopus robustus) em 2,5 hectares — mais de 20.000 no morro, a maior concentração de polvos conhecida. 82% são fêmeas chocando em fendas onde a água de fontes hidrotermais chega a 5–11 °C, contra 1,6 °C em volta. Ali o choco dura ~1,8 ano, contra uma estimativa de 5 a 8 anos na água fria; e os polvos que morrem depois de reproduzir somam 72% ao alimento que chega da superfície (Barry et al., 2023). No afloramento Dorado, na Costa Rica, um estudo de 2018 não achou desenvolvimento em 186 ovos; em 2023 havia filhotes.
FONTES
- NOAA Office of Ocean Exploration and Research. Okeanos Explorer ROV Dive Summary, EX1304L2 Dive 14, Welker Canyon, 15 ago. 2013 (repository.library.noaa.gov/view/noaa/19981).
- Robison B, Seibel B & Drazen J (2014). Deep-sea octopus (Graneledone boreopacifica) conducts the longest-known egg-brooding period of any animal. PLoS ONE 9(7):e103437.
- Barry JP, Litvin SY, DeVogelaere A et al. (2023). Abyssal hydrothermal springs — cryptic incubators for brooding octopus. Science Advances 9:eadg3247.
- MBARI (23 ago. 2023). Scientists solve mystery of why thousands of octopus migrate to deep-sea thermal springs.
- Hartwell AM, Voight JR & Wheat CG (2018). Clusters of deep-sea egg-brooding octopods associated with warm fluid discharge: an ill-fated fragment of a larger, discrete population? Deep-Sea Research Part I.
- Mongabay (jul. 2023). Deep-sea expedition reveals rare octo-nurseries off Costa Rica (Schmidt Ocean Institute, R/V Falkor (too), ROV SuBastian).
- Voight JR (2019). Bulletin of Marine Science — Graneledone pacifica, verrugas e tamanho ao longo da profundidade (via National Geographic, out. 2019).
- Judkins H. How are cephalopods adapted to the dark, deep world below 1,000 meters? NOAA Ocean Exploration.
- Golikov AV et al. (2023). A review of the genus Muusoctopus (Cephalopoda: Octopoda) from Arctic waters. Zoological Letters (PMC10655294).
- SeaLifeBase. Graneledone verrucosa (Verrill, 1881) — warty octopus.
- MBARI. Bubblegum coral (mbari.org/animal/bubblegum-coral).
Todo o vídeo de mergulho é do acervo público da NOAA Ocean Exploration (domínio público): expedição EX1304L2, mergulho 14, cânion Welker, 15 ago. 2013. A profundidade de cada segmento aparece em tela, lida do metadado.
Os diagramas são desenhados em código, com os números das fontes abaixo. Nenhuma imagem deste vídeo foi gerada por IA.
A narração usa voz sintetizada, e isso está declarado no upload.