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Lula de Vidro: Ela Flutua Guardando o Próprio Lixo

8 de outubro de 2026 · Duração 19:54 · Assistir no YouTube

Um animal quase todo transparente tem duas peças que não podem ser: os olhos e a glândula digestiva. A lula de vidro esconde o olho acendendo uma luz embaixo dele, esconde a glândula ficando de pé — e flutua sem nadar guardando, numa câmara ácida, a amônia que quase todo animal joga fora.

Capítulos

  1. 0:00 Duas coisas que não ficam invisíveis
  2. 0:49 De onde vem este vídeo
  3. 1:33 Uma família, não uma espécie
  4. 2:16 A transparência e o limite dela
  5. 3:45 Uma luz embaixo do olho
  6. 5:09 A glândula que fica de pé
  7. 6:09 Flutuar sem nadar
  8. 7:11 Guardando o próprio resíduo
  9. 8:44 A lula batiscafo
  10. 10:02 Um íon que ninguém identificou
  11. 10:27 A descida de uma vida inteira
  12. 11:59 Pose de cacatua e a bola de tinta
  13. 13:24 “Cranchid with ink”
  14. 13:51 Taoniinae: a família ainda sendo contada
  15. 15:23 A lula-colossal
  16. 16:41 Filmada viva, cem anos depois
  17. 18:13 A conta final
  18. 19:18 O próximo: o polvo do fundo do mar

Transcrição

Duas coisas que não ficam invisíveis 0:00

Este animal é quase todo transparente. Quase. Duas coisas dentro dele não podem ficar invisíveis, por mais que ele tente: os olhos, e o órgão onde ele digere a comida. E a meia-água inteira está olhando pra cima, procurando exatamente essa sombra.

No fim deste episódio, você vai saber como ele esconde um olho que não pode ser transparente — acendendo uma luz embaixo dele. Vai saber como ele flutua sem nadar, guardando dentro do corpo uma coisa que quase todo animal joga fora. E vai conhecer o parente dele que é o invertebrado mais pesado da Terra.

De onde vem este vídeo 0:49

O vídeo deste episódio vem do mesmo cruzeiro dos episódios anteriores: a expedição EX mil setecentos e oito, da NOAA, no Pacífico Norte, em setembro de dois mil e dezessete. São cinco mergulhos dele, entre trezentos e novecentos metros de profundidade.

E em três desses mergulhos a equipe do navio, olhando a tela ao vivo, escreveu nomes como estes: “cranchiid”, “glass squid” — lula de vidro —, e num trecho só, “cranchid with ink”: lula de vidro com tinta. Guarde essa última anotação. Ela volta mais adiante.

Uma família, não uma espécie 1:33

Lula de vidro não é uma espécie. É uma família inteira, Cranchiidae: treze gêneros e cerca de sessenta espécies. A equipe anotou a família pelo formato do corpo, não uma espécie confirmada — e este episódio não vai além do que ela anotou.

E o tamanho varia muito dentro dela. A maioria das lulas de vidro que aparecem diante de uma câmera tem uns trinta centímetros. As menores passam pouco de dez. E a maior da família, que vai aparecer mais adiante, tem um manto de mais de dois metros.

A transparência e o limite dela 2:16

A transparência começa pela pele. Como toda lula, ela tem cromatóforos, pequenos sacos de pigmento que abrem e fecham. A lula de vidro passa boa parte do tempo com eles fechados, e o que sobra é uma pele por onde quase toda a luz passa.

E por que isso importa aqui embaixo? Entre duzentos e mil metros, a única luz que existe vem de cima: um resto fraco do sol, que diminui a cada metro. Qualquer corpo que não deixe essa luz passar aparece, pra quem está embaixo, como uma silhueta escura.

E é nessa faixa que a família vive. Lulas de vidro já foram registradas da superfície até uns dois mil metros, mas a maioria passa a vida adulta na zona do crepúsculo, a meia-água. Algumas espécies sobem um pouco à noite, quando a luz de cima some.

Só que a transparência tem um limite que nenhum animal consegue atravessar. Um olho precisa absorver luz pra enxergar — e o que absorve luz é escuro, por definição. E a glândula digestiva, onde a comida é processada, também é opaca. São essas duas peças que fazem sombra.

Uma luz embaixo do olho 3:45

A solução pro olho é colocar luz embaixo dele. Na parte de baixo do globo ocular, a lula de vidro tem fotóforos, órgãos que produzem luz. Quem olha de baixo não vê o olho escuro: vê um brilho no lugar onde a sombra deveria estar.

E o detalhe que faz o truque funcionar é a intensidade. O brilho não pode ser forte, senão vira farol. Ele imita a luz fraca que vem de cima, na mesma intensidade, e a silhueta do olho se apaga contra o fundo. O nome disso é contrailuminação.

Um estudo de dois mil e dois examinou esses órgãos de luz em exemplares de todos os treze gêneros da família. E não achou só os dos olhos: há fotóforos na glândula digestiva, em parte dos gêneros, e na ponta dos braços das fêmeas adultas.

E o mesmo estudo achou dois desenhos diferentes. As duas subfamílias, Cranchiinae e Taoniinae, chegaram ao órgão de luz do olho com formas diferentes. Na maioria das Taoniinae ele é cheio de pequenos cristais por dentro; nas Cranchiinae, não.

A glândula que fica de pé 5:09

A segunda sombra é a da glândula digestiva. Ela tem a forma de um fuso, alongado e estreito no meio do corpo. E aqui a solução principal não é luz. É posição.

A lula de vidro mantém esse fuso na vertical. Pense num lápis visto de baixo: deitado, ele faz uma sombra comprida; em pé, a sombra encolhe até virar um ponto. É a mesma geometria, aplicada a um órgão que não tem como ficar transparente.

Então são duas sombras, e duas respostas diferentes. Pro olho, que precisa ficar onde está, a resposta é acender uma luz. Pra glândula, que pode girar, a resposta é ficar de pé.

Flutuar sem nadar 6:09

Agora o segundo problema, que não tem nada a ver com luz. Músculo, pele e órgão são mais densos que a água do mar. Um animal sem nada que o sustente afunda — e, pra não afundar, teria que gastar energia nadando o tempo todo.

A lula de vidro tem outra saída. Dentro do corpo dela existe uma câmara enorme, o celoma, cheia de líquido. Em boa parte da família, essa câmara ocupa quase todo o interior do manto.

Medido em laboratório, esse líquido responde por quase dois terços do peso do animal. E ele tem quase a mesma concentração de sal da água do mar em volta — mas é mais leve que ela. É essa diferença de peso, multiplicada pelo volume da câmara, que segura o animal no lugar.

Guardando o próprio resíduo 7:11

O que deixa o líquido mais leve é o que está dissolvido nele: principalmente cloreto de amônio. E amônio é resíduo. Lulas e polvos descartam o nitrogênio que sobra da digestão de proteína quase todo na forma de amônia. Quase todo animal marinho joga isso na água. A lula de vidro guarda.

Mas guardar amônia não é simples, porque ela atravessa membrana com facilidade. O truque é o ácido. O líquido da câmara é ácido, e no ácido a amônia vira amônio, uma forma com carga elétrica que não escapa pela parede da câmara.

E a câmara não serve só pra flutuar. Ela é forrada de músculo, que contrai a parte da frente e infla a parte de trás em ondas. Esse movimento empurra água pela cavidade do manto, por onde a lula respira. A mesma bolsa que sustenta o corpo ajuda a ventilar as brânquias.

E aqui vale dizer o que ainda não se sabe. Como a lula forma esse líquido e mantém a concentração certa, ao longo da vida inteira, ainda é mal compreendido. A câmara foi descrita em mil novecentos e sessenta e nove. O mecanismo completo, até hoje, não.

A lula batiscafo 8:44

A família tem um apelido em inglês por causa disso: “bathyscaphoid squid”, a lula batiscafo. O batiscafo Trieste, o veículo que desceu ao ponto mais fundo do oceano, flutuava com tanques cheios de gasolina — um líquido mais leve que a água. Eram onze tanques, com cento e vinte mil litros, segurando uma esfera de aço com duas pessoas dentro.

E a escolha de líquido, nos dois casos, é o ponto. Gás se comprime com a pressão: uma bolsa de ar perde volume a cada metro de descida. Líquido praticamente não se comprime, e flutua igual a cem ou a mil metros. O Cyclothone, do episódio doze, resolveu o mesmo problema trocando gás por gordura.

A lula de vidro não é a única a flutuar assim. Um estudo de dois mil e quatro, que mediu amônio em várias lulas de meia-água, achou concentração alta em mais duas famílias além dela. E numa delas, o amônio aumenta junto com o tamanho do corpo — acumulado aos poucos, ao longo da vida.

Um íon que ninguém identificou 10:02

O mesmo estudo achou um caso que ninguém explicou. Duas espécies de outra lula, de águas ainda mais fundas, quase não tinham amônio — mas tinham grande quantidade de outro íon, que os autores não conseguiram identificar. Uma segunda química de flutuação, e ainda sem nome.

A descida de uma vida inteira 10:27

E a lula de vidro não nasce onde vive. Na maior parte das espécies, a larva vive perto da superfície, e só depois de crescer até cinco ou dez centímetros começa a descer. Quanto mais velha, mais funda — uma migração que acontece uma vez só, ao longo da vida.

E na fase de cima, muitas larvas da família têm os olhos na ponta de hastes, longe do corpo. Num dos gêneros, Bathothauma, as hastes são especialmente longas. Com o crescimento, as hastes encolhem, o olho encosta na cabeça, as barbatanas mudam de forma e o corpo ganha pigmento.

Num gênero estudado de perto, Teuthowenia, os jovens aparecem mais entre a superfície e duzentos metros, e os mais velhos em água sem luz. O vídeo deste episódio fica no meio desse caminho: de trezentos a novecentos metros.

E aqui as duas metades do episódio se encontram. Um animal que vai passar a vida descendo precisa de uma flutuação que não mude com a profundidade. Uma bolsa de gás teria que ser reajustada a cada etapa da descida. Um líquido que não se comprime sustenta o corpo do mesmo jeito em cima e embaixo.

Pose de cacatua e a bola de tinta 11:59

Lá embaixo, muitas lulas de vidro adotam uma postura que não existe em lula comum: braços e tentáculos dobrados pra trás, por cima da cabeça. Os pesquisadores chamam de pose de cacatua, pelo topete que ela lembra.

E uma espécie da família, Cranchia scabra, tem uma defesa ainda mais estranha. Quando é incomodada, ela puxa a cabeça e os braços pra dentro do manto, dobra as barbatanas contra o corpo e vira uma bola rígida, coberta de pequenos espinhos de cartilagem.

E ela pode soltar tinta dentro do próprio manto. A bola transparente fica opaca, escura, por dentro. Por muito tempo isso foi lido como estresse de aquário, de animal preso no navio — até o mesmo comportamento ser visto de submersível, no oceano aberto.

E isso é o avesso do que tinta costuma fazer. Numa fuga comum, a lula de vidro também solta tinta na água e sai em jato pro outro lado, como qualquer lula. Na bola, a tinta fica do lado de dentro, e o animal transparente vira, de repente, uma esfera escura.

“Cranchid with ink” 13:24

E é aqui que volta a anotação do começo: “cranchid with ink”. No mergulho treze, a cerca de setecentos metros, a equipe viu uma lula de vidro soltar tinta. A anotação não diz como, nem de que espécie. O que ela registra é que aconteceu, ao vivo, na frente do veículo.

Taoniinae: a família ainda sendo contada 13:51

Num trecho do mergulho onze, a novecentos metros, a anotação vai mais longe que a família: Taoniinae, uma das duas subfamílias. É o mais perto de uma identificação que este vídeo chega.

E essa subfamília ainda está sendo contada. Em dois mil e vinte e quatro, um estudo revisou um único gênero dela, Taonius, no Pacífico. Eram duas espécies reconhecidas. A diversidade conhecida triplicou. Uma das novas, Taonius robisoni, é conhecida da Califórnia ao México e às ilhas do Havaí.

O mergulho deste vídeo fica no Pacífico Norte, ao norte do Havaí. Mas não dá pra dizer, por estas imagens, que espécie é esta. O estudo de dois mil e vinte e quatro trabalhou com exemplares coletados entre setecentos e três mil metros — animal na mão, não animal no vídeo.

Num outro trecho do mergulho onze, a anotação é ainda mais cautelosa: “Helicocranchia sp. maybe”. Talvez Helicocranchia. É um gênero pequeno, de uns dez centímetros, e o mesmo estudo de dois mil e dois mostrou que o órgão de luz do olho dele não tem os cristais da maioria dos parentes.

A lula-colossal 15:23

Agora o parente mais famoso. A lula-colossal também é uma lula de vidro, da mesma família. Ela foi descrita em mil novecentos e vinte e cinco, a partir de dois pedaços de braço achados no estômago de um cachalote.

O exemplar mais pesado já registrado foi pescado no mar de Ross, na Antártida, em dois mil e sete: quatrocentos e noventa e cinco quilos, com um manto de dois metros e meio. Nenhum invertebrado conhecido pesa mais.

E ela tem uma coisa que as parentes pequenas não têm: ganchos nos oito braços. Alguns exemplares conhecidos só pelo bico, achado no estômago de cachalotes, sugerem animais ainda mais pesados que o recorde. Mas bico não é animal inteiro, e o recorde que vale é o que foi pesado.

E por quase cem anos, a lula-colossal só foi vista morta ou morrendo — no estômago de cachalote, ou presa em linha de pesca. Viva, no próprio ambiente, ninguém tinha filmado.

Filmada viva, cem anos depois 16:41

Até nove de março de dois mil e vinte e cinco. Perto das Ilhas Sandwich do Sul, no Atlântico Sul, o veículo SuBastian, do Schmidt Ocean Institute, filmou uma jovem de uns trinta centímetros, a seiscentos metros. No ano em que a espécie completava cem anos de nome.

E a jovem era transparente. A lula-colossal começa a vida como lula de vidro, e perde a transparência com o tamanho. Dois meses antes, a mesma instituição tinha filmado viva, pela primeira vez, outra lula de vidro da Antártida, a seiscentos e oitenta e sete metros — na pose de cacatua.

E o que uma lula de vidro come? Crustáceos, peixes e outros cefalópodes, conforme o tamanho. Um animal que flutua parado, sem gastar energia pra se sustentar, pode esperar a presa chegar em vez de sair atrás dela.

E do outro lado da conta está quem come a lula de vidro. A lula-colossal foi descrita a partir do que um cachalote tinha engolido. Quem olha pra cima, procurando silhueta, é exatamente o predador contra o qual a luz embaixo do olho existe.

A conta final 18:13

A conta final deste episódio. Um corpo quase todo transparente, com duas peças que não podem ser. Um olho escondido por uma luz na mesma intensidade da que vem de cima. Uma glândula escondida ficando de pé. Uma câmara que ocupa quase dois terços do peso, cheia de um resíduo que quase todo animal descarta, presa por ácido. E uma família de sessenta espécies que ainda está sendo contada — com um parente de quase meia tonelada filmado vivo pela primeira vez no ano passado.

Juntando as peças deste canal: o sifonóforo, a apendiculária, o Cyclothone, o Solmissus, o verme-flecha, o radiolário, o ctenóforo, a salpa, o pirossomo, o doliolídeo. E agora, pela primeira vez neste formato, um molusco: a lula de vidro.

O próximo: o polvo do fundo do mar 19:18

O próximo episódio fica nos moluscos, e volta ao animal que deu origem a este canal: o polvo. Não o da costa — o do fundo do mar. Muusoctopus, um gênero inteiro que perdeu a bolsa de tinta, e que, ao largo da Califórnia, a três mil e duzentos metros, junta milhares de polvos em volta de fontes de água morna pra chocar os ovos.

Descrição e fontes

A lula de vidro é uma família inteira, Cranchiidae: treze gêneros e cerca de sessenta espécies. A pele fica quase toda transparente com os cromatóforos fechados, mas o olho precisa absorver luz e a glândula digestiva é opaca. Pro olho, a resposta são fotóforos na parte de baixo do globo ocular, brilhando na mesma intensidade da luz fraca que vem de cima — contrailuminação (MBARI; Herring, Dilly & Cope, 2002, que examinaram os treze gêneros). Pra glândula, em forma de fuso, a resposta é mantê-la na vertical, e a sombra vista de baixo vira um ponto.

A flutuação vem de uma câmara, o celoma, cujo líquido responde por quase dois terços do peso do animal: principalmente cloreto de amônio, quase com o mesmo sal da água do mar e mais leve que ela (Denton, Gilpin-Brown & Shaw, 1969; Clarke, Denton & Gilpin-Brown, 1979). A amônia é o resíduo do metabolismo de proteína dos cefalópodes; o líquido ácido a mantém como amônio, que não escapa. É o mesmo princípio do batiscafo Trieste, que flutuava com gasolina: líquido não se comprime, e flutua igual a cem ou a mil metros.

A família inclui a lula-colossal, descrita em 1925 a partir do estômago de um cachalote, com um exemplar de 495 kg pescado no Mar de Ross em 2007 — e filmada viva pela primeira vez em março de 2025, jovem e transparente, a 600 m (Schmidt Ocean Institute). O vídeo vem de cinco mergulhos do cruzeiro NOAA EX1708 (Musicians Seamounts, Pacífico Norte), com lula de vidro anotada ao vivo em três deles.

FONTES

  • Young RE & Mangold KM. Cranchiidae; Cranchiid Buoyancy; Cranchia scabra. Tree of Life Web Project (tolweb.org).
  • MBARI. Glass squid (mbari.org/animal/glass-squid).
  • Herring PJ, Dilly PN & Cope C (2002). The photophores of the squid family Cranchiidae (Cephalopoda: Oegopsida). J. Zool. 258(1):73-90.
  • Denton EJ, Gilpin-Brown JB & Shaw TI (1969). A buoyancy mechanism found in cranchid squid. Proc. R. Soc. B 174:271-279.
  • Clarke MR, Denton EJ & Gilpin-Brown JB (1979). On the use of ammonium for buoyancy in squids. J. Mar. Biol. Ass. UK 59:259-276.
  • Seibel BA, Goffredi SK, Thuesen EV, Childress JJ & Robison BH (2004). Ammonium content and buoyancy in midwater cephalopods. J. Exp. Mar. Biol. Ecol. 313(2):375-387.
  • Hu MY et al. (2015). Recent advances in understanding trans-epithelial acid-base regulation and excretion mechanisms in cephalopods. Tissue Barriers 3(4):e1064196.
  • Evans AB, Voss NA, Braid HE, Kubodera T & Bolstad KSR (2024). Diversity of the 'eerie' glass squid genus Taonius in the Pacific Ocean. N. Z. J. Zool. doi:10.1080/03014223.2024.2416207.
  • Schmidt Ocean Institute (2025). First confirmed footage of a colossal squid — and it's a baby! (inclui Galiteuthis glacialis, jan. 2025).
  • Guinness World Records. Heaviest colossal squid. Wikipedia: Colossal squid; Trieste (bathyscaphe).
  • NOAA Ocean Exploration. EX1708, mergulhos 10, 11, 13, 16 e 17.

Todo o vídeo de mergulho é do acervo público da NOAA Ocean Exploration (domínio público). A profundidade de cada segmento aparece em tela, lida do metadado; a expedição e os mergulhos estão nas fontes abaixo.

Os diagramas são desenhados em código, com os números das fontes abaixo. Nenhuma imagem deste vídeo foi gerada por IA.

A narração usa voz sintetizada, e isso está declarado no upload.

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