Radiolário: a Célula de Vidro com o Nome Errado
Uma célula só, sem boca e sem nervo, que constrói um esqueleto de vidro. As redes de plâncton a destruíam, a ciência a pôs no grupo errado por mais de cem anos, e ainda assim ela segura uma parte do carbono que afunda no oceano.
Capítulos
- 0:00 Pontos claros na água
- 0:52 De onde vem este vídeo
- 1:21 Dois nomes no registro do mergulho
- 1:48 Uma célula só, e gigante
- 3:02 O esqueleto de vidro
- 3:50 Haeckel e as 4.318 espécies
- 4:56 O grupo que Haeckel montou
- 5:19 O feodário e a célula que come animal
- 6:31 O gene separa os dois
- 8:03 Invisível para a rede
- 8:47 A câmera que contou
- 10:29 A neve marinha
- 11:08 A conta corrigida
- 12:42 O carbono que desce
- 14:05 Um quinto do vidro vivo
- 14:48 Do lodo à rocha
- 15:25 Mais de 500 milhões de anos
- 16:10 A corrente de seis episódios
- 16:38 O registro estava certo
- 17:41 A conta final
- 18:10 O próximo: o ctenóforo
Transcrição
Pontos claros na água 0:00
Olhe para esses pontos claros passando na frente da câmera. Parece poeira. Boa parte é o que sobrou de alguma coisa que já morreu, afundando devagar. Mas no meio dessa poeira existe uma célula só, sem boca, sem nervo, sem músculo, que constrói em volta de si um esqueleto de vidro. E a ciência passou mais de um século chamando dois bichos diferentes pelo mesmo nome.
No fim deste episódio, você vai entender por que um organismo que se desmanchava dentro da rede de plâncton, antes de chegar ao barco, estava o tempo todo levando carbono para o fundo do mar. E por que um dos dois nomes que a equipe deste mergulho escreveu no registro, pela genética, nem pertence ao grupo do outro.
De onde vem este vídeo 0:52
O material é o mesmo do episódio passado: expedição EX1708, da NOAA, nos montes submarinos Musicians, no Pacífico Norte, mergulho dezessete, em setembro de dois mil e dezessete. O veículo desceu até o fundo e, na subida, parou em água aberta a setecentos, seiscentos, quinhentos e trezentos metros de profundidade. É dessas paradas que vem tudo o que você vai ver.
Dois nomes no registro do mergulho 1:21
Enquanto o veículo pairava, a equipe do navio anotava ao vivo o que passava na frente da câmera. Em cinco trechos de cinco minutos, alguém escreveu: radiolário. Em outros quatro, escreveu um nome bem mais específico: feodário coelodendrídeo. Dois nomes, duas linhas separadas no mesmo registro. Guarde essa separação. Ela é o episódio inteiro.
Uma célula só, e gigante 1:48
Radiolário não é animal. É um protista: um organismo de uma célula só. Nada que apareceu neste canal até hoje fica tão longe dos animais na árvore da vida. Os maiores indivíduos chegam a alguns milímetros. Algumas espécies vivem em colônia, e a colônia pode chegar a vários centímetros. Na escala de uma célula, isso é um gigante.
E sem boca, ele come do mesmo jeito que uma ameba. Da célula saem fios finíssimos de citoplasma, espalhados em volta do esqueleto como uma teia. Tudo o que encosta nesses fios, uma partícula, um bicho menor, fica preso e é puxado para dentro. É uma célula que caça com a própria superfície.
Para dar escala nisso: um estudo de dois mil e dezoito pesou, uma a uma, células de feodário recolhidas na corrente da Califórnia. A maior media quase quatro milímetros. E a quantidade de sílica numa célula só variou mais de cem vezes entre a menor e a maior. É uma célula que você conseguiria ver a olho nu, se ela não fosse transparente.
O esqueleto de vidro 3:02
O esqueleto é o que dá nome à fama do grupo. Na maioria das espécies, ele é de sílica amorfa: o mesmo material de base do vidro, tirado da água do mar e depositado dentro da célula em forma de esfera, de cone, de lança, de treliça. Uma célula que não tem sistema nervoso fabrica uma arquitetura de simetria quase perfeita.
E nem todo radiolário usa vidro. Um grupo, os acantários, faz o esqueleto de celestita, um cristal de sulfato de estrôncio. Só que a água do mar tem tão pouco estrôncio que esse cristal se dissolve quando a célula morre. O acantário é um radiolário que não deixa fóssil: depois da morte, o esqueleto dele simplesmente desaparece.
Haeckel e as 4.318 espécies 3:50
Quem apresentou esse mundo ao público foi uma expedição. Entre mil oitocentos e setenta e três e mil oitocentos e setenta e seis, o navio britânico Challenger deu a volta ao mundo puxando amostras de todo oceano que atravessou. O plâncton dessas amostras foi parar na mesa de um zoólogo alemão, Ernst Haeckel.
Haeckel passou dez anos nesse material. O relatório saiu em mil oitocentos e oitenta e sete, com cento e quarenta pranchas de desenho. Ele descreveu quatro mil trezentas e dezoito espécies de radiolário. Três mil quinhentas e oito eram novas para a ciência. Antes dele, se conheciam oitocentas e dez.
Os desenhos saíram do laboratório. Em mil e novecentos, a entrada principal da Exposição Universal de Paris, a Porta Monumental do arquiteto René Binet, foi desenhada a partir de um radiolário das pranchas de Haeckel. Binet escreveu isso ao próprio Haeckel. A porta foi desmontada quando a exposição acabou.
O grupo que Haeckel montou 4:56
Só que Haeckel fez outra coisa, menos visível e mais duradoura. Ele juntou num mesmo grupo todo protista marinho com esqueleto de sílica e fios saindo da célula. Os feodários, com o esqueleto de tubos ocos, entraram ali dentro, como mais um tipo de radiolário. E ficaram ali por mais de cem anos.
O feodário e a célula que come animal 5:19
O nome feodário vem de uma coisa que só eles têm. Perto do centro da célula fica uma massa escura, feita de restos de comida e partículas ainda não digeridas. Os biólogos chamam essa massa de feódio. Vem do grego, e quer dizer escuro. É o traço que permite reconhecer um feodário no microscópio.
E o nome mais específico que a equipe escreveu no registro, coelodendrídeo, é uma família dentro dos feodários. Em mil novecentos e oitenta e seis, um estudo coletou indivíduos vivos dessa família com um submersível, na meia-água das Bahamas, e levou para o laboratório células inteiras, vivas, para olhar de perto.
O que eles viram ali é estranho. Sem nenhum material gelatinoso para boiar, as células flutuavam paradas, sem afundar. Uma rede de fios cobria os galhos do esqueleto. E, no laboratório, as células aceitaram presa. Nas recém-coletadas, havia restos de animal lá dentro. Uma célula só, comendo bicho de muitas células.
O gene separa os dois 6:31
Aí chegou a genética. Em dois mil e quatro, um grupo de pesquisadores leu um gene de referência dos feodários e publicou o resultado com um título direto: as sequências dos feodários desafiam o grupo dos radiolários como Haeckel o montou. Pelo gene, feodário não é radiolário.
No mesmo ano, outro estudo organizou a vizinhança inteira. Radiolários, feodários, foraminíferos e uma série de amebas com fios cabem num supergrupo só, chamado Rizária. E hoje, dentro dele, os feodários ficam num ramo à parte, o dos cercozoários, e os radiolários verdadeiros em outro.
Ou seja, a semelhança enganou. Esqueleto de sílica e fios saindo da célula pareciam prova de parentesco próximo. O gene diz que o parentesco é mais distante do que a forma sugere. E é por isso que as duas linhas do registro deste mergulho estão certas em ficar separadas: radiolário numa, feodário na outra.
E a revisão não parou na fronteira do grupo. Em dois mil e quinze, um estudo leu o mesmo gene em todas as ordens de feodário conhecidas. Confirmou que os feodários formam um grupo só, mas achou onze ramos internos que, em geral, não batiam com as famílias e ordens da classificação antiga. O desenho enganou também por dentro.
Invisível para a rede 8:03
E existe um segundo problema, mais prático. Durante quase toda a história da oceanografia, plâncton se estudava puxando uma rede. Copépode e krill aguentam a rede. Radiolário e feodário, não. O esqueleto oco quebra, a colônia gelatinosa se desfaz, e o que chega no barco não dá nem para identificar.
O resultado é um viés embutido no próprio método. O que a rede entrega inteiro é contado. O que ela destrói some da conta, não porque não existe, mas porque não sobrevive à coleta. Por décadas, a imagem do plâncton foi a imagem do plâncton que aguenta ser puxado para fora da água.
A câmera que contou 8:47
A virada veio com uma câmera. Na expedição Tara Oceans, pesquisadores desceram um perfilador de imagem subaquático, que fotografa o plâncton na própria água, sem tocar nele. Foram oitocentas e setenta e sete estações pelo mundo e cerca de um milhão e oitocentas mil imagens.
O perfilador desceu até mil e quinhentos metros de profundidade, em mais de mil e quatrocentas descidas. A diferença de método é toda a diferença. A rede pergunta o que sobrevive a ser capturado. A câmera pergunta o que está na água. E, para um organismo feito de vidro oco e gelatina, as duas perguntas têm respostas muito diferentes.
O resultado saiu na Nature, em dois mil e dezesseis. Nos duzentos metros de cima dos oceanos, esses protistas gigantes somariam oitenta e nove milhões de toneladas de carbono. Cinco vírgula dois por cento de todo o carbono guardado em vida no oceano.
E o número mais surpreendente estava nos oceanos mais pobres. No mar aberto tropical, longe da costa e com pouco nutriente, a biomassa desses protistas foi estimada como equivalente à de todo o resto do zooplâncton entre dois décimos de milímetro e dois centímetros, somado.
A explicação que o próprio estudo propõe está dentro da célula. Muitos desses protistas carregam microalgas vivas, que fazem fotossíntese dentro da célula hospedeira. Onde falta comida na água, ter uma horta particular dentro de si é uma vantagem que um copépode não tem.
A neve marinha 10:29
Agora volte aos pontos claros do começo. O nome que se dá a isso é neve marinha: restos de algas e animais mortos, fezes, poeira e partículas minerais, caindo da água iluminada para o fundo. Alguns flocos levam semanas para completar a descida. E é essa chuva que liga os feodários ao clima.
Um feodário parado na meia-água é uma teia armada no caminho dessa chuva. O esqueleto oco aumenta a área da célula sem aumentar na mesma medida a massa viva dela. É uma rede de pesca de vidro, estendida exatamente onde a comida passa caindo.
A conta corrigida 11:08
E foi exatamente essa arquitetura que obrigou a corrigir a conta. Em dois mil e dezoito, um estudo na corrente da Califórnia mediu quanto carbono uma família de feodários precisaria ter para sobreviver do que cai. A resposta foi bem menos do que se usava. A biomassa global desses gigantes provavelmente precisa ser revisada para baixo.
Isso não apaga o estudo de dois mil e dezesseis. Corrige uma premissa dele: que carbono cresce junto com o volume da célula. Num organismo que infla o próprio tamanho com vidro oco, não cresce. É assim que a ciência funciona quando funciona: um número grande aparece, e o trabalho seguinte o mede de novo.
E o mesmo estudo que baixou o carbono mostrou o que esses feodários fazem. Eles se concentravam entre cem e cento e cinquenta metros. E só essa família, sozinha, consegue interceptar mais de vinte por cento das partículas que afundam da camada iluminada antes que elas passem dos trezentos metros.
E há um detalhe que mostra como essa vida é apertada. Os feodários daquela família também afundam. Pela conta do estudo, a população inteira se perde para o fundo em algo entre cinco e onze dias. Para continuar existindo naquela faixa de água, ela precisa se repor, no mínimo, entre dez e vinte por cento a cada dia.
O carbono que desce 12:42
Do outro lado do Pacífico, no noroeste, armadilhas de sedimento ficaram um ano inteiro recolhendo o que caía na água, de junho de dois mil e catorze a julho de dois mil e quinze. Separando o material no microscópio, os pesquisadores acharam feodários por toda parte.
Nas partículas grandes, de mais de um milímetro, os feodários responderam em média por trinta e três por cento do carbono orgânico. No total de tudo o que afundava, chegaram a até cerca de dez por cento. E esse material grande, até ali, costumava ser descartado das contas de fluxo.
O mecanismo proposto é o do lastro. Um feodário morto, com esqueleto de sílica, é uma partícula pesada. Agregados e pelotas fecais que grudam nele descem mais depressa para as camadas profundas. O carbono que ficaria perto da superfície pega carona até a zona do crepúsculo.
E não são só os grandes. Um trabalho publicado em dois mil e vinte e cinco, com armadilhas a mil metros no Pacífico Norte subártico, olhou os feodários com menos de um milímetro. Eles responderam por cerca de sessenta por cento do carbono levado por todos os feodários, e em média três e meio por cento de todo o carbono que afundava.
Um quinto do vidro vivo 14:05
E o que desce não é só carbono. Na corrente da Califórnia, duas famílias de feodários, sozinhas, responderam em média por dez por cento da sílica exportada da camada iluminada. Em algumas medições, chegaram a oitenta por cento. A fatia deles crescia justamente nas águas mais pobres.
Em dois mil e vinte, uma estimativa global juntou radiolários e feodários na mesma conta. Eles produziriam de um a dezenove por cento de toda a sílica fabricada por seres vivos no oceano. A faixa é larga, porque o dado ainda é pouco. Mas o teto é quase um quinto do vidro vivo do planeta.
Do lodo à rocha 14:48
O vidro que não se dissolve no caminho chega ao fundo. No Pacífico e no Índico equatoriais, abaixo de uns quatro mil e quinhentos metros, o sedimento pode ter mais de trinta por cento de esqueleto de radiolário. Esse lodo tem nome próprio: vasa de radiolário.
E o lodo de hoje é a rocha de amanhã. Quando esse fundo é soterrado e, milhões de anos depois, erguido até virar terra firme, o acúmulo de sílica vira rocha dura: sílex, e um tipo de rocha chamado radiolarito, feito em boa parte de esqueleto dessa célula.
Mais de 500 milhões de anos 15:25
E essa história é muito antiga. Em dois mil e sete, pesquisadores descreveram esqueletos de radiolário em rocha do sul da China, do começo do período Cambriano. São os radiolários fósseis mais antigos conhecidos, com mais de quinhentos milhões de anos, e já tinham a forma esférica dos que vieram depois.
É a mesma faixa de idade do verme-flecha do episódio passado. Quando os primeiros predadores de gancho caçavam na água aberta, já havia células de vidro boiando em volta deles. E, segundo o mesmo estudo, elas provavelmente já tinham um papel importante no ciclo da sílica daquele oceano antigo.
A corrente de seis episódios 16:10
E vale juntar as peças deste canal. O sifonóforo, no episódio dez. A apendiculária e a casa de muco, no onze. O Cyclothone, no doze. O Solmissus, que come boa parte deles, no treze. O verme-flecha, presa e predador, no catorze. E agora a peça que nem é animal, segurando a comida que cai sobre todos eles.
O registro estava certo 16:38
Volte às duas linhas que a equipe do navio escreveu. Radiolário numa, feodário coelodendrídeo na outra. Quem anotou ao vivo, olhando um ponto claro na tela, deixou os dois grupos em linhas separadas, a mesma divisão que a genética só firmou neste século. O registro de um mergulho de dois mil e dezessete carrega um século de discussão numa linha.
E houve um trecho em que a equipe nem arriscou o grupo. No começo do transecto de quinhentos metros, a anotação diz só: protista. É a palavra mais honesta possível para quem vê um ponto claro de poucos milímetros pela câmera de um veículo, ao vivo, a meio quilômetro de profundidade.
E vale dizer com clareza o que esta câmera não faz. Ela não resolve uma célula de poucos milímetros a ponto de dizer qual espécie está na tela. O que você viu neste episódio é a água onde a equipe registrou esses organismos, não um retrato de cada um deles.
A conta final 17:41
A conta final deste episódio. Uma célula só, sem boca e sem nervo. Esqueleto de vidro, ou de um cristal que some quando ela morre. Mais de quatro mil espécies descritas por um homem só, e um grupo inteiro que estava no lugar errado. Invisível para a rede, e ainda assim segurando uma parte da chuva de carbono que desce para o fundo do mar.
O próximo: o ctenóforo 18:10
Uma célula que a rede destruía virou um episódio inteiro. E o próximo volta para um animal, mas não para um animal qualquer. É o ctenóforo, a geleia de pentes, que era sessenta por cento do cardápio do Solmissus. Pela leitura mais recente dos cromossomos, ele é o primeiro ramo a se separar de todos os outros animais.
Descrição e fontes
Radiolários e feodários são protistas de uma célula só, de frações de milímetro a quase 4 mm, com esqueleto mineral — sílica na maioria, celestita nos acantários, que se dissolve quando a célula morre. Ernst Haeckel descreveu 4.318 espécies a partir das amostras do Challenger (1887) e juntou todos num grupo só. A genética separou: pelo gene, feodário não é radiolário (Polet et al., 2004), e hoje fica entre os cercozoários, dentro do supergrupo Rizária (Nikolaev et al., 2004).
Frágeis demais para a rede de plâncton, eles só entraram na conta com uma câmera na própria água: em 2016, a expedição Tara Oceans estimou esses protistas gigantes em 5,2% do carbono guardado em vida no oceano (Biard et al., Nature). Em 2018, um estudo na corrente da Califórnia corrigiu a premissa para baixo — o esqueleto oco infla o volume sem massa viva (Stukel et al.) — e mostrou que uma única família intercepta mais de 20% das partículas que afundam antes dos 300 m. No Pacífico Norte, feodários responderam em média por 33% do carbono das partículas grandes que afundam (Ikenoue et al., 2019).
Filmado no mergulho 17 da expedição EX1708 da NOAA, onde a equipe do navio anotou, em linhas separadas, “radiolário” e “feodário coelodendrídeo” — a mesma divisão que a genética só firmou neste século.
FONTES
- Haeckel E (1887). Report on the Radiolaria collected by H.M.S. Challenger during the years 1873-76.
- Proctor R (2006). Architecture from the cell-soul: René Binet and Ernst Haeckel. J. Architecture 11(4):407-424.
- Polet S, Berney C, Fahrni J & Pawlowski J (2004). Small-subunit ribosomal RNA gene sequences of Phaeodarea challenge the monophyly of Haeckel's Radiolaria. Protist 155:53-63.
- Nikolaev SI et al. (2004). The twilight of Heliozoa and rise of Rhizaria. PNAS 101:8066-8071.
- Nakamura Y et al. (2015). Molecular phylogeny of the widely distributed marine protists, Phaeodaria (Rhizaria, Cercozoa). Protist 166:363-373.
- Swanberg NR, Bennett P, Lindsey JL & Anderson OR (1986). The biology of a coelodendrid: a mesopelagic phaeodarian radiolarian. Deep-Sea Res. A 33(1):15-25.
- Decelle J et al. (2013). Diversity, ecology and biogeochemistry of cyst-forming Acantharia (Radiolaria) in the oceans. PLoS ONE 8:e53598.
- Biard T et al. (2016). In situ imaging reveals the biomass of giant protists in the global ocean. Nature 532:504-507.
- Stukel MR, Biard T, Krause J & Ohman MD (2018). Large Phaeodaria in the twilight zone: their role in the carbon cycle. Limnol. Oceanogr. 63:2579-2594.
- Biard T, Krause JW, Stukel MR & Ohman MD (2018). The significance of giant phaeodarians to biogenic silica export in the California Current Ecosystem. Global Biogeochem. Cycles 32:987-1004.
- Ikenoue T et al. (2019). Phaeodaria: an important carrier of particulate organic carbon in the mesopelagic twilight zone of the North Pacific Ocean. Global Biogeochem. Cycles 33:1146-1160.
- JAMSTEC (2025). Phaeodarians submilimétricos e fluxo de carbono. Progress in Earth and Planetary Science, doi:10.1186/s40645-025-00753-z.
- Llopis Monferrer N et al. (2020). Estimating biogenic silica production of Rhizaria in the global ocean. Global Biogeochem. Cycles 34.
- Braun A, Chen J, Waloszek D & Maas A (2007). First Early Cambrian Radiolaria. Geol. Soc. London Spec. Publ. 286:143-149.
- NOAA Ocean Service. What is marine snow?
- Oxford Reference / Britannica. Radiolarian ooze.
- Schultz DT et al. (2023). Ancient gene linkages support ctenophores as sister to other animals. Nature 618:110-117.
- NOAA Ocean Exploration. EX1708, mergulho 17 (Musicians Seamounts, 24 set. 2017).
Todo o vídeo de mergulho é do acervo público da NOAA Ocean Exploration (domínio público). Número de expedição, mergulho, data e profundidade aparecem em tela, lidos do metadado de cada segmento.
Os diagramas são desenhados em código, com os números das fontes abaixo. Nenhuma imagem deste vídeo foi gerada por IA.
A narração usa voz sintetizada, e isso está declarado no upload.